9 de jan. de 2013

Segurei firme.

   Agarrei-me ao tempo como quem jamais soltaria. Fingi que este jamais passaria, e meus medos nunca sairiam de dentro de mim mesmo. Sonhei tão alto que descobri o impossível involuntariamente. É como viver  explodindo todos dias, pressionado, desconfortável. Amei tão intensamente, me entreguei à coisas que talvez nem valessem tanto a pena assim. 
  Fui intenso em todos os momentos, até naqueles que não deveria. Senti as coisas irem e virem de uma maneira forte demais, mesmo sem querer. Descobri faces e faces das pessoas, e agora eu me sinto infinito. Tento viver para isso, para ser infinito. Não para durar eternamente, mas para que enquanto aconteça, seja algo puro, seja algo fascinante, assim como a vida é. 
  Mais uma vez as coisas fluem sem sentido, fluem na velocidade do som, fluem de forma estranha. Já deixei de saber o que e quem sou depois de perceber a estupidez em tentar ser sempre o mesmo. Me renovei por todos os dias, e quero chegar para onde a vida me levar, sem nunca deixar de fazer planos e ter minhas altas expectativas de tudo. Talvez fracassar não seja tão ruim assim. O orgulho de vencer é instantâneo pelo fato de conquistarmos centenas de coisas diariamente. Não atingir o necessário para se manter em uma posição de conforto é o que nos impede de dormir por semanas, é o medo, é a derrota, é o fracasso. 
  Minha vida pode realmente ter uma boa dose depressiva, acompanhada de um bom drama. Mas é isso que a torna intensa. Sorrisos são mais fáceis do que as lágrimas. Sinto que essa é mais uma das madrugadas onde minha cabeça não consegue suportar tantos flashes e perguntas ao mesmo tempo. É tudo imenso demais, sem que ninguém compreenda, se tornando ainda maior, mesmo que pareça impossível. Tudo se resume ao universo, tudo é desconhecido, é infinito. Nós somos infinitos em todos os segundos, só dependemos de escolhas. Dessa vez, eu acabo por aqui. 

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