27 de nov. de 2012

 Voltei. Espera. É impossível voltar a uma coisa nunca deixada. Re-li tudo que deixei, e não me arrependo de tanta idiotice, tanta falta do que fazer, e tanto sentimento. Pude ver de longe, o quanto mudei, mas como sempre fui o que sou hoje (talvez um pouco melhor). Vejamos só, onde vim parar. Ou na verdade, ainda não saí de lugar algum. 
  Não perco o costume, madrugada, isolado do mundo, mente voando e as palavras rolam soltas. Alguém ainda não me abandonou: maldita insegurança. Dizem que defeitos duram somente até o fim da vida. Mas que droga. As ideias não fluem mais como sempre foi, talvez por ter amadurecido essa mente tão ambígua.
Tenho saudade de ser inspirado por mim mesmo, ser movido a sonhos tão distantes, ou até mesmo impossíveis. É meus caros amigos, a realidade é dura. Mas é bom saber que falar comigo mesmo, ainda me faz bem, e como faz. 
 Tenho saudade das manhãs que acordava extasiado de animação, perdendo hora pra começar a correria. Hoje faltam motivos para incentivos. Ah, que coisa mais dramática, palhaçada hein! Pelo menos não mudei tanto assim. Não quero pensar em nada, quero dias longos e preguiçosos, sem pensar no futuro, sem obrigações para serem cumpridas. Quero acordar, ficar de pijama quase o dia todo, reclamar da falta de coisas para fazer, comer, comer, reclamar, comer. E então, dormir mais uma vez.
  Ah rapaz, você já não é mais aquele que sempre pensou ser. Como o mundo me mudou. Logo eu, que sempre julguei tanta mudança. Outrora eu volto, talvez quando descobrir o que realmente nunca muda. Na verdade, me veio na mente agora mesmo, mas tive aquele pequeno apagão, ou o "deu branco" (que por sinal, até isso me irrita). 
  A carne implica em todos os atos dos homens. Isso fugiu completamente do contexto, mas sempre fui desses que tem sua bagunça própria. E começo a pensar, que da minha, só eu entendo. Agora, vou voltar as frustradas tentativas de dormir, pegar no sono, e afins.