8 de jul. de 2010

Ah essa vida.

  Tão breve, tão longa, tão complexa, tão sem nexo. Deixando marcas no peito, na alma, marcas não como as da praia, que as ondas apagam...Marcas como tatuagens, que ficam ali guardando histórias e mais histórias. Vida tão distante do que imaginamos que seria, tão dolorosa, tão sofrida. Vida que sonhamos, tão gostosa, tão querida. O que faço de minha vida ? Tão inesperada em tantos momentos. Procuro nos vocábulos algo que possa ser semelhante à palavra vida; mas não acho, a confusão já começa por nem saber ao certo o significado dessa palavra de apenas quatro letras e duas silabas. Tamanho singelo ao ponto de ser essencial para nossas almas, habitantes de mais um vago mundo distante.
  Distante, distância que lembra horizonte. Horizonte sempre lá, intocável, intacto, encantador. Encantador como feitiço que não dá vontade de parar de olhar, admirando cada som, cada movimento. Agora percebo como tudo é vago, afinal começo falando de vida e em momento chego ao horizonte, como neste simples texto as coisas são vagas ao ponto de passar e acabar sem ninguém perceber. 
 Deveria amar um pouco mais, chorar um pouco menos, ouvir o silêncio um pouco mais, gritar o barulho um pouco menos, devia ser uma mistura de combinações e junções perfeitas que levariam à um ser de carne, osso, alma e coração. Não! Devo ser quem sou, errando, arrependendo, saindo das medidas, dos padrões e das esperas, esquecendo a perfeição já que ela é talvez como o horizonte intocável, inalcançável. Perfeição que deveria excluir da minha lista de necessidade, trocando-a por originalidade e autencidade, assim buscaria mais as coisas e me esforçaria mais por elas e ainda no fim as vitórias teriam um prazer imensamente maior.
  Vida de sonhos, sonhos? Complementos para o cotidiano, as ações, os pensamentos, complementos que trazem sorrisos ou ilusões, complementos que incentiva uma busca incessante e incançavel por realizações e conquistas. Sonhos não passam de cubos de açúcar na xícara do café, ou seja necessárias para uns, desvalorizados por outros.
" Vagando por este vago espaço, vejo que 'vagas' preenchem os espaços, deixando-os ainda mais vagos e talvez isso se torne extremamente confuso e não interpretável. Pra você ver, como tudo fica vago a toa "

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